quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Perdoar - Pardon moi?!



"Perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido" YC

Se perdoar é uma virtude, não deixa de ser irónico que a sua justificativa assente numa falha prévia. Seria possível chegar a uma definição ainda mais cínica, a um puro esquema de apaziguamento mútuo, não necessariamente em regime de troca direta, mas como um acordo tácito generalizado. Fica apenas por determinar se aquele que perdoa tem uma grandeza de alma diretamente proporcional à ofensa que cometeu e carrega na sua consciência. Sendo assim, perdoar só não passa por uma manifestação camuflada de fraqueza porque acusa um sentido de justiça interno, diferente do que os moralistas gostam de exibir.

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